A descoberta de uma possível cura para a doença de Chagas em sua fase crônica foi publicada com exclusividade no blog Jornalismo com Seriedade e no Jornal do Ônibus da Universidade de Ribeirão Preto. Depois de uma semana após a publicação no blog, os jornais USP-RP, Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, jornal A Cidade foram publicar a descoberta científica
Pesquisa busca cura para Mal de Chagas
Novo estudo realizado pela Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto pretende desenvolver alternativas de tratamento que garantam a cura da moléstia em sua fase mais avançada
POR Renan Gouvêa
O combate à Doença de Chagas está perto de ganhar mais um reforço com novas descobertas que estão sendo pesquisadas no Laboratório de Imunologia da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto (FMRP). “A
pesquisa tenta responder se existe um tratamento para o Chagas em sua fase mais avançada e assim podemos melhorar os índices de cura da doença”, revela o pesquisador Paulo Marcos da Matta Guedes, um dos integrantes da equipe.
Os estudos visam descobrir porque algumas pessoas infectadas com o Tripanossoma cruzi (protozoário do moléstia), desenvolvem a doença e outras não. A partir desses resultados, os pesquisadores pretendem traçar um perfil imunológico da doença para no futuro desenvolver alternativas de tratamento que garantam a cura da moléstia em sua fase mais avançada.
Para oferecer um medicamento justamente nesta fase, a pesquisa conta com a parceria dos Departamentos de Química da USP Ribeirão Preto e da USP São Carlos que oferecem, junto com o óxido nítrico, as substâncias rutênio e íon metálico central, que em miúdos são “responsáveis em controlar ou até mesmo aniquilar os patógenos envolvidos na Doença de Chagas”, explica Roberto Santana da Silva, professor da Química da USP-RP. “O óxido nitrico por si só age contra o Tripanossoma cruzi , já outras substâncias ativam o sistema imunológico e por isso elas combatem o Chagas”.
Atualmente, no Brasil, a Doença de Chagas somente tem tratamento quando ela é descoberta e medicada nos primeiros meses. O medicamento, contendo a substância benzonidazol, consegue conter o avanço da doença. “O benzonidazol é eficaz nos primeiros da doença. Depois, na fase crônica, esse medicamento tem muitos efeitos colaterais e, inclusive, a Organização Mundial da Saúde não aconselha nenhum tratamento nessa fase”, esclarece Guedes.
Para ampliar o alcance do medicamento, os pesquisadores da área de química passaram a associar em um só medicamento o óxido nítrico, rutênio e íon metálico central e benzonidazol. “É um trabalho inédito, capaz de identificar um caminho no desenvolvimento de remédios contra o Chagas”, acredita Roberto Santana.
Os resultados indicam que essas substâncias juntas são capazes de reduzir o avanço da moléstia e a inflamação no coração dos camundongos contendo o avanço da Doença de Chagas. “O mais importante é que nós conseguimos manter a sobrevivência dos camundongos estudados em 100%. O que sabemos é que a pessoa vai estabilizar a doença ou regredir um pouco a Donças de Chagas”, comemora Paulo Guedes.
América do Sul junto na luta
Os resultados desse estudo são compartilhados com o Departamento de Cardiologia da Faculdade de Medicina que coordena um estudo multicêntrico internacional sobre Doença de Chagas, envolvendo a Argentina, Paraguai e Uruguai. Os professores de Cardiologia, Benedito Carlos Maciel, José Antonio Marin Neto e Marcos Vinicius Simões afirmam que os resultados da pesquisa do Laboratório de Imunologia contribuirão para os estudos nos países que estão em busca do tratamento para a fase mais avançada da moléstia. “O estudo certamente contribuirá para melhor compreensão dos mecanismos imunológicos que participam da fisopatologia desta doença. Além do mais, os resultados ajudarão os países de terceiro mundo no tratamento da moléstia”, afirma Maciel.
A Doença de Chagas foi identificada pelo pesquisador brasileiro Carlos Chagas, em 1909. Quase cem anos depois dessa descoberta, a enfermidade ainda atinge 18 milhões de pessoas nas Américas do Sul e Central. No Brasil, são cinco milhões de brasileiros infectados. Desse total, 25 mil morrem por ano. A moléstia não tem cura e nem tratamento em sua fase mais avançada. Quando a pessoa é portadora do protozoário Tripanossoma cruzi ela pode ficar de 15 a 20 anos ou a vida inteira sem apresentar um único sintoma.
4 Comentários
oii me ajuda minha vó fez exames e deu chagas .. tem 86 anos ..
gostaria de saber qual as descoberta de vces ..
e se já ta fazendo tratamento ai e se ela morando em araçatuba pode fazer tratamento ai ?
aguardo resp .. brigada ..
tenho 54anos deve ter chagas auns 45anos mas agora esto com o coração doente gostaria de saber se posso me oferecer para tratamento esperimental. sou muito sadia e não gostaria de tentar medicamentos novos. grata
Bom Dia!!!
Gostaria de saber se as pesquisa ja conta com cobaias pois sou portador da doença de chagas e fiquei animado com a pesquisa.
aguardo resposta
obrigaa.
EU QUERO SABER SE A CHAGAS FAZ SUBIR A PRESÃO DIARIAMENTE EU TENHO UM TIO DE 52 ANOS QUE ESTA SOFRENDO MUITO COM ISSO ELE TEM VARIAS COISAS NO CORAÇÃO CHAGAS RITMIA INSUFICIENCIA CARDIACA ELE AINDA PODE FASER UM TRANPLANTE DE CORAÇÃO ?