A reportagem “Não ter filhos vai além da infertilidade” foi vencedora da Mostra de Comunicação Social da Universidade de Ribeirão Preto em 2007

Não ter filhos vai além da infertilidade 

A reportagem “Não ter filhos vai além da infertilidade” foi vencedora da Mostra de Comunicação Social da Universidade de Ribeirão Preto em 2007.

 

Mulheres com a síndrome dos ovários policisticos podem receber tratamento individualizado e gratuito

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POR Renan Gouvêa

Fazer o tratamento e rastrear precocemente as doenças cardiovasculares em mulheres com a síndrome dos ovários policisticos, possibilitando a prevenção, é uma realidade em uma unidade básica de saúde de Ribeirão Preto. O estudo oferece a avaliação global da paciente e os medicamentos consagrados utilizados e de uso individual são gratuitos, algo que ainda não é possível com o atendimento convencional em redes públicas de saúde. A idealização do tratamento e intervenção das doenças é um projeto coordenado por pesquisadores da USP. O secretário municipal da saúde espera a consolidação de dados para depois ampliar as ações preventivas para outras unidades da cidade.

     No Brasil cerca de 15% das mulheres apresentam os sintomas dos ovários múltiplos, síndrome da qual não há cura e a mulher tem mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares quando ela estiver com 40 ou 50 anos.

    Os sintomas da síndrome dos ovários policisticos aparecem a partir da primeira menstruação quando a jovem percebe irregularidade no seu ciclo menstrual e alterações estéticas. “Essas alterações são causadas por conta dos hormônios masculinos no corpo feminino que é uma característica da síndrome”, explica o ginecologista, Rui Alberto Ferriani, e pesquisador da Faculdade de Medicina da USP Ribeirão Preto (FMRP). Por conta desses hormônios a adolescente tem, ainda segundo Ferriani, aumento no aparecimento de espinhas, acnes, queda de cabelos, peso e pêlos pelo corpo.           

     A estudante universitária Larissa Regina Canhas descobriu que tinha ovários múltiplos na adolescência. Inicialmente se preocupava com as mudanças causadas pelos hormônios masculinos, agora, Larissa já programa sua família e pretende, um dia, ter filhos. Mas por ser portadora dos ovários múltiplos ela precisa regularizar seu ciclo menstrual e interromper a infertilidade onovolutória. “Eu percebo em mim uma total irregularidade no sentido da reprodução. Eu tenho medo sim porque eu tenho muita vontade de ter filhos e isso me acompanha”, desabafa.               

      Carolina Sales Vieira, médica assistente do setor de reprodução humana do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, que também participa no projeto, explicou que a síndrome dos ovários polícisticos preocupa, e muito, as mulheres somente no ponto de vista da reprodução, mas Carolina ainda ressalta que existem outros problemas de alta complexidade associados com a síndrome. “De mais ou menos 15 anos para cá, começamos a notar que essas pacientes tinham risco aumentado de ter diabete tipo 2, de hipertensão arterial, alteração do nível de colesterol. E isso aumenta a chance da paciente ter risco de problemas no coração no futuro. O que é uma coisa muito importante de ser prevenido”, alerta.           

     O ginecologista Ferriani ainda advertiu que pelo fato dessa síndrome não ter cura a prevenção de suas possíveis conseqüências para a saúde da mulher é fundamental. “É exatamente esse enfoque preventivo que a gente quer dar nesse projeto. Principalmente porque essas doenças cardiovasculares são a principal causa de morte nas mulheres no Brasil”, lembra.

     Embora, segundo os pesquisadores, esse projeto abre perspectivas de investigação futuras e com forte impacto na saúde pública o secretario municipal da saúde de Ribeirão, Oswaldo Cruz Franco, elogia a pesquisa, mas acha mais apropriado esperar os dados ficarem mais sólidos para depois ampliá-lo para outras unidades públicas da cidade. “Qualquer sentido que você possa prevenir é a tônica de toda mudança de orientação no sistema geral de saúde. Mas eu acho que enquanto projeto é como se fosse um piloto para desenvolver. Depois das conclusões podemos expandir para as outras unidades”.

 

 

 

 

Vamos prevenir 
O Projeto: A unidade básica da Rua Cuiabá em Ribeirão Preto atendeu em 2007, 120 mulheres com a síndrome dos ovários policisticos. Esta é a única unidade da cidade e da região a fazer o tratamento individualizado e, consequentemente, prevenindo os fatores de risco associados com a síndrome.     Segundo os pesquisadores, em nenhum outro lugar do Brasil, tem registro de fornecimento de medicamentos, avaliação global da paciente e rastreamento de doenças cardiovasculares associada com a síndrome, tornando o projeto da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto inédito. “Vamos avaliar as possíveis alterações vasculares e os fatores de risco como, além da trombose, as doenças cardiovasculares. Eu não conheço informação de que em outro lugar do mundo faça isso”, lembra Carolina Sales Vieira, médica assistente do setor de reprodução humana do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.           

     No primeiro semestre de 2007 foram selecionadas mais de 88 pacientes com a síndrome, mas devido a demanda o projeto recebeu mais de 100 mulheres. Elas foram divididas em quatro grupos e acompanhadas por 12 meses com completa avaliação global de fatores de risco cardiovascular, de variáveis hemostática e metabólica.

     “A avaliação individual e global da mulher envolve acompanhar seu dia-dia. Sabendo da sua rotina nós vamos indicar o melhor tratamento para ela”, explica o pesquisador Rui Alberto Ferriani. Ainda segundo ele, cerca de 40% das mulheres esquecem de tomar os anticoncepcional, mas eles já desenvolveram remédios, considerados eficazes na medicina, para cada mulher. “Uma mulher que estuda á noite, provavelmente vai esquecer de tomar a pílula. Para ela já temos medicamentos que não precisa tomar nesse horário”, explica Ferriani.

     Para 2008 as 88 mulheres já foram selecionadas para participar do projeto. “Esperamos receber mais mulheres, mas para ela participar do projeto a paciente não pode ter pressão alta, diabetes, problemas no coração, trombose, não fumar e ter entre 18 e 35 anos”, comenta Carolina. Segundo ela os requisitos são necessários para consolidar os dados da pesquisa.  

Serviço:

As mulheres que se encaixam nesse perfil podem obter informação ou fazer a inscrição no telefone (16) 3663.2791, deixar nome completo, idade, endereço residencial e telefone para contato com Célio ou Cristina.

 

“Saúde” 

A maioria das pessoas acredita não haver nenhum dano em todos os aditivos químicos nos alimentos, visto que a quantidade ingerida é usualmente pouca. Ainda assim, essa questão persiste quando especialistas afirmam que a ampla dose de uma substância química pode ser venenosa e prejudicial.

Perigos com consumo de alimentos industrializados POR Renan Gouvêa

Entre as refeições na casa da vó Dilma, só no lanchinho da tarde ela sempre prepara porção de realçador de sabor glutamato monosódico com antioxidante eritorbato de sódio e várias jarras de amarelo tartrazina. “Ás vezes eles invadem a cozinha para comer uns ´emulsificantes lecitina de soja´ para enganar a barriga antes do jantar”, revela Dilma de Carvalho, anfitriã da casa.

Esse “lanchinho” nada mais é que um refresco de laranja e um pão com hambúrguer preparado pela avó. Já o “enganador de barriga” são os biscoitos que ficam dentro de um pote em cima da geladeira.

Substâncias químicas adicionadas, tanto, nos alimentos da refeição da casa da Dona Dilma, como na sua, são chamadas de “aditivos alimentares”. Esses adtivos estão literalmente presentes em todos os alimentos encontrados nos estoques dos mercados. “Eles dão cor, textura, sabor, aroma e até mesmo garante mais vida dos alimentos nas prateleiras”, explica a química Rosalice Lorona dos Santos.

Mas a recente literatura científica não retém conhecimento específico sobre os problemas causados pelos aditivos químicos, principalmente dos corantes usados em grande escala na industrialização de bebidas e alimentos. Por esse motivo, dentre os pontos de controvérsia do uso dos corantes destaca-se a segurança e a necessidade deles nos alimentos.

Alessandra de Campos, técnica em nutrição, por exemplo, revela que embora os corantes sejam usados para dar cor similar aos alimentos naturais, eles não têm nenhum valor nutricional. “Essa substância encontrada nos refrescos, carnes e refrigerantes apenas buscam um atrativo visual que pode comprometer a qualidade do produto”, revela.

Embora a legislação brasileira permita o uso de aditivos químicos nos alimentos desde que eles sejam seguros e submetidos a uma rigorosa e adequada avaliação toxicológica feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a química Rosalice alerta para alguns problemas causados pelo uso de corantes nos alimentos. “Além de câncer e reações alérgicas existe a possibilidade de alguma substância de ação tóxica afetar o organismo e ocasionar o nascimento de crianças com anomalia genética”, alerta.

Porém, segundo a toxicóloga Palmira Cupo, do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, os problemas causados pelo uso de corantes podem ou não afetar a pessoa. “Alguns problemas agudos mais comuns como a alergia, e ou hipersensibilidade, podem prejudicar a saúde das pessoas. Mas só se ela tiver uma predisposição a isso”, explica.

Elaine Martinis, doutora em Ciências dos Alimentos da USP, explicou que a indústria dos alimentos de hoje precisa dos aditivos químicos para atender à demanda mundial. Mas isso, ainda segundo Elaine, não significa que eles são potencialmente prejudiciais à saúde. “Existe todo um estudo com relação a cada classe dos aditivos, de quanto pode ser usado nos alimentos e de quanto que a população pode consumir”, assegura.

A doutora ainda explicou que os estudos e a fiscalização da Anvisa garantem uma margem de segurança muito grande para que ninguém ultrapasse o consumo diário de aditivos permitidos.

3 Comentários

  1. ” Gostaria de ressaltar que eu sei de estudos que também oferecerá medicamentos para a Doença de Chagas. É uma pesquisa munticêntro que envolve o Brasil, Argentina, PAraguai e Uruguai. ” antes de mais nada meu amigo gostaria de agradeçer seu comentario no meu bloG sempr que puder apareçer por la! e em relação ao assunto entre(“),gostaria de mais informações adicionais de sua parte me enteressou muito o assunto,e você esta certissimo… infelizmente muitos morrem sem almenos ter uma orientação medica…

    abraços fique com deus..
    Dr O.liverkall
    http://pharmaceutico.wordpress.com/2008/04/27/combate-a-malaria-ganha-novo-medicamento

  2. tento engravidar mas ñ consigo sera q/e por causa do cisto?

  3. oi boa tarde tenho ovarios poliscisticos e gostaria de saber se ele dar colicas? como se eu fosse menstruar novamente mas não é responda-me fique com deus


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  1. [...] texto e fonte: renan gouvea [...]

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